Pular para o conteúdo principal

Eleitos novos titular e suplente para o Conselho Municipal de Cultura no setorial de Literatura.




Nesta quarta-feira (04/12) foram eleitos João Henrique Vieira e Alex Sampaio Nunes como novos Titular e Suplente para o Conselho Municipal de Política Cultural, no setorial de Literatura. A eleição para o CMPC acontece até sexta-feira (06/12), escolhendo representantes de cada segmento. O processo eleitoral acontece na Casa da Cultura de Teresina (ao lado da Praça Saraiva, Centro), por meio de fóruns setoriais para escolha dos titulares e suplentes em cada área.


João Henrique Vieira é escritor, jornalista e produtor cultural idealizador do projeto Roda de Poesia Tensão, Tesão & Criação. Além da militância na área cultural da cidade, tem textos publicados na Antologia Babaçu Lâmina (Ed. Patuá/ org. Carvalho Junior), revista Garupa, Mallarmagens, jornal O Relevo, entre outros.


Formado em Direito, Alex Sampaio Nunes é escritor, palestrante e também compõe o projeto Roda de Poesia. É autor do livro Ressuscito na Cidade Suicida (Ed. Desenredos), por meio do qual já realizou palestras em diversas cidades, escolas, faculdades e instituições, abordando a temática do livro, e a relação cidade e saúde mental.

 



















Conselho

O Conselheiro de cultura de forma geral irá colaborar e acompanhar a reflexão, sugestão e execução de políticas públicas de cultura e cada área e sintonia com o todo de seguimento artístico cultural.

Ao fazer o cadastro Sistema Municipal de Informação e Indicadores Culturais (SMIIC) durante o fórum, na área de interesse, o interessado estará apto a participar da eleição do CMPC, tanto como eleitor, quanto como candidato, representando cada área de atuação. Todo participante deverá assinar uma declaração atestando que não possui cargo em comissão no município de Teresina, única condição para participar.



Áreas

Dança; Teatro e Circo (03/12);
Literatura e Música (04/12);
Patrimônio Material e Audiovisual (05);
Patrimônio Imaterial e Artes Visuais (06).

Horários:

Manhã (09h) e Tarde (17h), sempre um fórum por turno, na Casa da Cultura de Teresina (ao lado da Praça Saraiva, Centro).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Vizinho

A vontade não era de escrever, apesar de me bater ao peito, aos neurônios e às mãos uma vontade que é uma mistura de sonho e memória, de paisagens e preocupações – e pequenas descobertas pouco importantes ou muito desimportantes. Lá fora chove, e mesmo que eu não diga que está chovendo lá fora, as coisas, materiais e imateriais, estão sendo lavadas pelas águas que caem. Mas de que adianta esta observação, se quando alguém ler essa afirmação não estiver caindo chuva alguma. A chuva tem sentido muito mais pelo cheiro, que pelo próprio estado líquido – tem pouco sabor olhar a chuva estando dentro d’algum lugar trancado em que não se pode sentir este cheiro de terra molhada, esses vapores que sempre trazem alguma lembrança. Moro sozinho e me divirto com o Vizinho, que me olha com carinho quando saio bem cedo, ou quando chego bem tarde. Às vezes jantamos ou almoçamos juntos, quando a comida sobra – ou quando cozinho para nós dois. Ele sorri, me ouve, brinca e até me dá conselhos quando...

Qual seu dia, no dia de hoje?

Todo dia é dia de alguma coisa: aniversário, tragédia, salário atrasado, lembrança de quem foi, expectativa de quem há de vir, seu aniversário de namoro, o vencimento daquela prestação, nascimento de alguém famoso, show daquele cantor que você sempre quis ver, prova de matemática; todo dia é o dia de algum dia. Hoje é, também, o dia da poesia. E daí? Poesia para quê? Lembro que o Manoel de Barros diz que aquilo que não serve para nada, é ótimo para poesia . Gosto de pensar assim, sob a beleza das coisas inúteis. Poesia vale para quase tudo, só não vale para aquilo cujo nada vale. Há poesia em muita coisa, em muita gente, em muito lugar. Há poesia no caos das paisagens urbanas, nos rosto de uma criança que acredita que o mundo inteiro é dela – um dia ela vai lutar para realmente acreditar nisso – há poesia na saudade das mães, que guardam as primeiras provas e desenhos dos filhos, há poesia naquela imagem que a gente viu e não fotografou. Há poesia no que não há. Sempre que c...